Saturday, March 1, 2008

"Cúmplices, avançam simultaneamente. Os olhos fecham-se, os lábios tocam-se, suavemente... O coração aumenta o seu ritmo de uma forma avassaladora, a respiração pára ... ... ... Soltam-se os lábios, cruzam-se os olhares, e nesse momento um calafrio percorre-lhes o corpo, um arrepio sustém-lhes a respiração... Respiram, fundo. Rasgam-se sorrisos, parvos, tolos. E repetem uma e outra vez, cada um diferente do anterior mas todos com a mesma intensidade, a mesma naturalidade, a mesma sintonia, a mesma paixão. Olham-se fixamente, perdem-se no olhar um do outro. Não falam, as suas expressões dizem tudo o que precisam saber. Neste momento nada importa, tudo parece pequeno demais quando comparado com o que lhes corre na alma. Não estão cá, estão noutro mundo, contangiante, distante, diferente. E quando os lábios se deixam pela última vez, o olhar com que se despedem diz "não posso esperar para te voltar a ter aqui ao meu lado"... Afastam-se, fisicamente apenas, pois levam-se no coração, apertadinho da despedida. Recordam o beijo que lhes cortou a respiração, que lhes provocou um arrepio, que despertou um sorriso rasgado... E pensam em como é íncrivel como se sentem, como se o mundo estivesse na palma das suas mãos."
Mesmo que esteja longe, lembrarme-ei de ti, portarme-ei como se estivesses la'.
Podes descansar, serei so' tua sempre, se assim o quiseres ;)

2 comments:

Mary said...

Que texto maravilhoso. O amor é assim, quando se ama de verdade. beijinho

F said...

louqinha tu. como te enteeeendo..

o q eles nos fazem.. devia ser proibido mexerem cnnsco assim pah! ou pelo menos, qd estão longe!

irra!